Joesley Batista participou de uma audiência com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, para tratar das tarifas aplicadas contra produtos brasileiros, especialmente carne bovina e celulose. A reunião ocorreu semanas antes de Trump sinalizar disposição para dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia da ONU.
No encontro, Joesley defendeu que os conflitos comerciais sejam resolvidos por meio da negociação entre governos, com o objetivo de reduzir barreiras que impactam as exportações brasileiras. A pauta ganhou força após a recente decisão dos EUA de retirar tarifas sobre a celulose.
A JBS, grupo controlado pela família Batista, mantém histórico de proximidade com Trump. A Pilgrim’s Pride, subsidiária da companhia nos EUA e gigante do setor de aves, chegou a doar US$ 5 milhões para a posse do republicano, reforçando a influência do conglomerado brasileiro junto ao ex-presidente.
Além de Joesley, outros empresários brasileiros, como João Camargo e Carlos Sanchez, estiveram em Washington em setembro em reuniões com congressistas e assessores de Trump. O objetivo das conversas foi ampliar canais de diálogo entre os dois países e minimizar os efeitos do tarifaço norte-americano.