Sábado, 6 de dezembro de 2025

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SAÚDE

Peixoto de Azevedo investiga primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol em Mato Grosso

Mulher de 37 anos está internada no Hospital Regional após consumir bebida alcoólica; exames devem confirmar a presença da substância nesta segunda-feira (6).

 

Peixoto de Azevedo investiga o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol em Mato Grosso. A Secretaria de Estado de Saúde confirmou neste domingo (5) que uma mulher de 37 anos, moradora da cidade, deu entrada no Hospital Regional após apresentar sintomas graves, poucos dias depois de consumir uma bebida alcoólica no dia 29 de setembro. A paciente segue internada e em observação, enquanto os exames laboratoriais que podem confirmar a presença da substância no organismo devem ser divulgados nesta segunda-feira (6).

O caso acendeu um alerta em toda a região norte do estado, já que este é o primeiro registro suspeito do tipo em Mato Grosso. Em todo o país, há 14 casos confirmados de intoxicação por metanol e mais de 180 investigações em andamento.

O metanol é um tipo de álcool altamente tóxico utilizado em processos industriais, como na fabricação de solventes, combustíveis e produtos de limpeza. Quando ingerido, o corpo converte a substância em compostos extremamente perigosos, que podem afetar órgãos vitais como fígado, rins, sistema nervoso central e nervos ópticos. A ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, convulsões, coma e até a morte.

Os sintomas da intoxicação costumam surgir entre 12 e 24 horas após o consumo da bebida contaminada. Entre os sinais mais comuns estão dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura, confusão mental e alterações na visão, como visão turva ou perda total da visão. Em casos mais graves, pode ocorrer insuficiência respiratória, convulsões e parada cardíaca.

As autoridades de Peixoto de Azevedo reforçam o alerta para que a população evite o consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa, especialmente as vendidas de forma irregular ou com rótulos adulterados. O caso segue em investigação e é acompanhado de perto pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Vigilância Sanitária local.

 
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