@sou.donortao
09/10/2025 - 16:39
O mercado nacional de biodiesel segue em expansão: para 2025, estima-se que o consumo alcance 9,8 milhões de metros cúbicos, um aumento de quase 9% em relação a 2024. Já para 2026, a expectativa é de que a demanda atinja 10,5 milhões de m³, impulsionada pela adoção plena da mistura B15, que eleva para 15% a proporção obrigatória de biodiesel no diesel mineral.
Entre janeiro e agosto deste ano, o país já comercializou 6,4 milhões de m³ de biodiesel, 6,4% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Esse avanço acompanha o bom desempenho do programa nacional de biocombustíveis e a recuperação do setor de transporte e da agropecuária.
Esse crescimento também influencia diretamente a demanda por óleo de soja — principal matéria-prima do biodiesel. No acumulado de 2025, já foram consumidas 5,1 milhões de toneladas da oleaginosa, com aumento próximo de 10% ano a ano. Mantida a estabilidade da mistura B15, a projeção para 2026 é que o uso total de soja para biocombustível chegue a 8,4 milhões de toneladas.
Além do óleo vegetal, o sebo bovino aparece como alternativa, sobretudo diante de tarifas externas que dificultam sua competitividade no mercado internacional. Com isso, espera-se que parte expressiva da produção seja destinada ao consumo interno, fortalecendo a oferta de biocombustível no Brasil e contribuindo para diversificar a matriz energética.
Existe ainda a possibilidade de que o percentual obrigatório de biodiesel suba para B16 a partir de 2026, o que poderia elevar a demanda anual para cerca de 11 milhões de m³. Analistas avaliam que o fortalecimento desse programa impulsiona o agronegócio, agrega valor à cadeia da soja e reduz a dependência de combustíveis fósseis.
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