Após 27 anos do crime, Tribunal do Júri condena homem a 16 anos por homicídio de ex-companheira em Nova Xavantina
Tamiro do Nascimento matou Ranusa Pereira da Silva por motivo torpe e sem chance de defesa; julgamento reconheceu qualificadoras e encerra caso que ficou décadas parado.
O Tribunal do Júri da Comarca de Nova Xavantina condenou Tamiro do Nascimento a 16 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado pelo homicídio de sua ex-companheira, Ranusa Pereira da Silva. No julgamento realizado em 14 de outubro, os jurados acolheram as teses do Ministério Público, que apontou crime qualificado por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O homicídio ocorreu em 25 de maio de 1997, e estaria ligado ao inconformismo do réu com ação judicial movida por Ranusa para investigação de paternidade e pensão alimentícia. Na época, ela e Tamiro tinham um filho de apenas 11 meses. Após ameaças constantes, a vítima chegou a mudar-se para outra cidade, mas retornou à véspera do crime para deixar o filho sob os cuidados da mãe e acabou sendo abordada por Tamiro em uma estrada. Ele a levou para um lixão próximo à BR-158 e a agrediu com golpes de madeira na cabeça, sem dar chance de defesa, fugindo em seguida do local.
Durante décadas, o caso ficou parado até que em 2022 o processo voltou a tramitar e o réu, ainda foragido, foi citado. Ele havia solicitado participar do julgamento por videoconferência, mas o pedido foi negado por ele estar ausente e foragido. Familiares da vítima acompanharam presencialmente o julgamento.
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