Ouro tem maior queda em mais de 10 anos e recua 6,3% após sequência de recordes
Liquidação global atinge também a prata, que cai 8,7%; analistas veem movimento como correção técnica após forte rali e ainda apontam patamares elevados dos metais.
O ouro registrou nesta terça-feira (21) a maior queda em mais de uma década, acompanhando um movimento global de liquidação nos mercados após uma sequência de recordes históricos. O metal à vista recuou 6,3%, sendo cotado a US$ 4.082,03 por onça.
A prata também acompanhou o movimento e teve queda de 8,7%, negociada a US$ 47,89 por onça, no maior recuo desde fevereiro de 2021. O metal vinha acumulando alta de quase 80% no ano, impulsionado por fatores macroeconômicos semelhantes aos do ouro, como a busca por proteção contra inflação e a expectativa de cortes nas taxas de juros.
Segundo analistas, a correção expressiva reflete um ajuste técnico após o forte rali recente e ocorre em um momento de reavaliação do apetite ao risco global. Mesmo com a queda, os metais seguem em patamar elevado e mantêm ganhos acumulados significativos no ano.
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